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Ciclo de Conferências: Afinidades Selectivas. Música e Literatura no Romantismo Alemão

Data: 12, 19 e 27 de Novembro, 3 e 10 de Dezembro de 2015
Hora: 18:00 ou 18:30 horas
Local: FLUL e Goethe Institut


Evocando uma trama goetheana, Afinidades selectivas - Música e Literatura no Romantismo Alemão é o nome do 1º ciclo de conferências interdisciplinares Literatura-Música, organizado pela recém-criada parceria entre o Centro de Estudos Comparatistas (CEC/FLUL) e o Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM- FCSH-UNL).

Neste ciclo de cinco sessões dedicadas à Música e Literatura no Romantismo Alemão, teremos oportunidade de auscultar o modo como poetas deste período − paradigmático em termos  de convivência artística entre música e palavra − dialogaram com compositores seus contemporâneos, através da criação de canções (os chamados Lieder). Iniciando o ciclo com a confluência Goethe-Schubert, que assinala uma transição ainda hesitante para uma estética romântica, observaremos, na segunda sessão, o caso de Thomas Mann que transportou para a sua ficção a herança wagneriana iluminada pelo decadentismo típico de um certo romantismo tardio. Nas restantes sessões, deter-nos-emos na obra de compositores plenamente românticos que, apurando ao máximo o Lied, conceberam uma nova intimidade entre poesia e música.

Sob o signo do encontro destas duas linguagens, as sessões configurar-se-ão em torno de exemplos musicais comentados e contextualizados pela palavra, sendo as sessões de abertura  e de encerramento apresentadas por pessoas cujos diferentes pontos de vista (literário, musicológico, sociológico, filosófico) se complementam em termos de áreas de saber e permitem uma abordagem pluridimensional do objecto em foco. Foram assim convidados oradores com formações académicas diferentes e cuja ligação à música e literatura do Romantismo Alemão resulta de impulsos muito diversificados.

Claudia J. Fischer publicou recentemente a monografia Sobre graça e graciosidade (Babel, 2015), ensaio que se debruça sobre a apropriação destes conceitos por Friedrich Schiller e Heinrich von Kleist. Docente na Faculdade de Letras de Lisboa, assume, no Centro de Estudos Comparatistas desta faculdade, a coordenação do projecto Literatura e Música, estando presentemente a preparar uma antologia de escritos de autores românticos alemães sobre temática musical. Cativada desde 1980 pela viola da gamba, estuda este instrumento nos seus tempos livres.

Elisabete Sousa, investigadora e pós-doutoranda do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, é doutorada em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa (2006) com uma tese centrada na crítica musical da primeira metade do séc. XIX – Formas de Arte: a prática Crítica de Berlioz, Kierkegaard, Liszt e Schumann (publicada em 2008). Traduziu duas obras maiores de Kierkegaard e tem amplos estudos publicados sobre o lugar da estética nos escritos do pensador dinamarquês, designadamente sobre o papel da música. A sua dissertação de mestrado (2000) analisa a ligação entre Thomas Mann e Richard Wagner, os dois criadores que abordará na sua sessão, demonstrando como a influência do músico sobre o escritor vai para além do recurso à temática musical, e se configura como um caso ímpar de uma arte que imita outra arte.

Frederico Lourenço, classicista e professor na Universidade de Coimbra, tem-se notabilizado como tradutor (do grego antigo, em particular de Homero, e do alemão, com o drama Don Carlos de Schiller) e como autor de ficção e de crónicas (o mais recente volume − O Livro Aberto, Cotovia, 2015 − sendo dedicado a leituras da Bíblia). A sua produção escrita de cariz autobiográfico regressa regularmente a tópicos de natureza musical e à importância que a música (particularmente a do Romantismo Alemão) desempenhou ao longo da sua vida.

Manuela Toscano é professora auxiliar no Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa e coordena a linha de Música e Literatura no CESEM. Desde 2005 tem-se dedicado ao Lied oitocentista e à música com referências literárias na cultura francófona por volta de 1900. É autora do livro Maneirismo inquieto. Os Responsórios de Semana Santa de Carlo Gesualdo (INCM, 2007). Motivada por interesses interdisciplinares, as suas publicações têm incidido sobre as áreas de estética e diálogos interartes, integrando poesia, pintura e música. De 1992 a 2003 realizou, como pianista, recitais de Lied, mélodie e canção. Canta no coro Gulbenkian desde 1975.

Mário Vieira de Carvalho, professor catedrático na UNL e presidente do CESEM, tem desenvolvido um trabalho pioneiro no que diz respeito aos estudos interdisciplinares entre literatura e música, incluindo nos seus interesses também outros campos de investigação, como a sociologia da música e a estética musical. Escreveu sobre a teoria musical de Theodor Adorno aplicada a Joseph Eichendorff e, em co-autoria com Fernando Gil, publicou um volume sobre autores do Romantismo Alemão: A 4 mãos – Schumann, Eichendorff e outras notas, INCM, 2005.

Nicola Gess lecciona e dirige um projecto de investigação Música, Sonoridade e Literatura na Universidade de Basel. Formada em Germanística e em Musicologia, é actualmente uma das mais destacadas especialistas sobre interacção entre música e literatura no espaço de língua alemã na viragem do século XVIII para o século XIX. Partindo do título de uma novela de Heinrich von Kleist falará, na sua sessão, sobre o poder e a violência da música por volta de 1800.


Datas: 12 de Novembro - 10 de Dezembro em sessões de 60 minutos, 5as feiras (com excepção de dia 27.11 sexta-feira). 18.00h/18.30h.
Locais: FLUL e Goethe-Institut
Organização: Claudia J. Fischer (CEC), Manuela Toscano (CESEM)

Plano das sessões:

  • 12.11 18h FLUL Sala 5.2.
    Goethe em Schubert: Música vs. silêncio por Manuela Toscano e Claudia J. Fischer
  • 19.11 18h FLUL Anfiteatro III
    A vitalidade musical da escrita de Thomas Mann por Elisabete Sousa
  • 27.11 18h FLUL Sala 5.2
    Hugo Wolf por Frederico Lourenço
  • 3.12 18.30h Goethe Institut
    The violence of Music. On Music, Literature and Aesthetics around 1800 por Nicola Gess
  • 10.12 18.30h  Goethe Institut
    Intuição e presença: Adorno, Eichendorff e Schumann por Mário Vieira de Carvalho e Manuela Toscano





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