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Conferência de Francisco Serra Lopes

O Ingovernável.
Data: 18 de Novembro de 2015
Hora: 14:15 horas
Local: Sala 2.13, FLUL


Há alguma verdade no exotismo do outro, ou no seu erotismo? Alguma linha separa a atracção da repulsa? Da invenção psicanalítica do Inconsciente ao agonismo de Mouffe e Laclau, passando pela denúncia foucaultiana da biopolítica e da sociedade de vigilância, as estratégias para lidar com o outro têm sido fundamentalmente de três tipos: reconhecimento, confronto, isolamento. O reconhecimento pode implicar a tentativa –ou a tentação– de explicar o outro mas tende a ser o mais sustentável dos modos na medida em que permite encontrar espaços contínuos e descontínuos. Esta ambiguidade aparece comprometida na teoria do pluralismo agónico, conforme parecem demonstrar os movimentos populistas que a materializam. No entanto, é o isolamento o modo que mais radicalmente desconhece o outro, tanto se é posto em prática sob a forma do confinamento (ghetto, apartheid, segregação económica) como se transcende territorialmente como prática persecutória (colonialismo, proselitismo, limpeza étnica, holocausto). A incapacidade demonstrada pela Universidade de Califórnia de denunciar explicitamente o antissemitismo acresce à multiplicação dos fenómenos de xenofobia na própria universidade e oferece-nos mais um motivo para questionar esse medo do outro que é também um medo de ser ambíguo. Que fazer então com esse ingovernável?






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