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Curso Livre sobre Literatura e política no Romantismo português Professor Sérgio Nazar, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Cartaz
Quatro sessões, respectivamente dedicadas a Almeida Garrett (17 Jan.), Lopes de Mendonça (24 Jan.), Camilo Castelo Branco (31 Jan.) e Júlio Dinis (7 Fev).
Sala 5.2 – 16h/18h
Os inscritos receberão um certificado de participação. A inscrição é grátis e a entrada é livre, sujeita apenas à lotação da sala.
Contacto para inscrição: Rita Correia (
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)
Descrição detalhada do Curso:
LITERATURA E POLÍTICA: A FICÇÃO PORTUGUESA (1843-1871)
Professor: Sérgio Nazar David (UERJ/CNPq) Aulas: 17/1/2012, 24/1/2012, 31/1/2012 e 7/2/2012
Obras a serem estudadas: Viagens na minha terra (Almeida Garrett, 1843-1845-1846); Memórias dum doido (A. P. Lopes de Mendonça, 1849-1859); O retrato de Ricardina (Camilo Castelo Branco, 1868); Os fidalgos da casa mourisca (Júlio Dinis, 1871).
RESUMO DO CURSO
Stefan Zweig resume o século XIX com a palavra can’t. Com isto refere-se ao forte peso das ideias católicas no mundo ocidental europeu. Em Portugal, assistimos à luta entre miguelistas e constitucionalistas, católicos e maçons. Os primeiros republicanos questionam radicalmente o Antigo Regime (absolutista) e o novo regime (Monarquia Constitucional). O anticlericalismo, mais do que um modo de ser e estar no mundo, é um sintoma vasto de uma sociedade em crise que se vai laicizando.
A literatura em Portugal não deixa de testemunhar este complexo jogo de forças, que, com marchas e contramarchas, considerado o papel central que o intelectual aqui exerce, não deixa de ser também um modo de empurrar a sociedade para mudanças até então impensáveis.
Almeida Garrett, A. P. Lopes de Mendonça, Camilo Castelo Branco e Júlio Dinis compreendem o papel político que a literatura poderia ter. Por vezes, mostram-nos uma face de desengano, como se tivessem sob os olhos uma sociedade que pouco se movia, persistente em velhos vícios e arcaísmos. Noutras, conseguem identificar forças que, a despeito de tudo, são capazes de forjar um viver novo. Cada um, a seu modo, dá-nos o “retrato” (o que é) e o “salto” (o que poderia ser) a ser dado. Neles, por vezes, podemos surpreender simultaneamente o desejo de transpor as convenções do tempo, e o medo do que pode advir das rupturas.
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