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O Cancioneiro Geral na perspectiva do linguista

Esperança Cardeira


"No louvor escrito por D. Pedro a terminação nasal é maioritariamente grafada como -am, nunca ocorrendo a grafia -ão. Para o advérbio de negação, por exemplo, encontramos ainda alternância entre a grafia etimológica nom e nam. Uns anos depois, o "Cuidar e sospirar" já apresenta a grafia -ão, quer nos nomes (questam, com quatro ocorrências, alterna com questão, com três), quer no advérbio de negação: nom (oito ocorrências), nam (207) e não (4). Significa isto que a convergência no ditongo se consolidou ao longo da segunda metade do século? Podemos, pelo menos, deduzir que se vão seleccionando grafias e que essas escolhas gráficas não são idênticas em todas as composições (nem, presumivelmente, em todos os poetas). Julgo, portanto, que, se multiplicarmos análises deste tipo, poderemos obter dados que nos ajudem a datar algumas composições. Mais: traçando um perfil linguístico de cada autor e cruzando esse perfil com dados históricos e de análise literária teremos pistas para a identificação de poetas, até agora, obscuros."






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