Entrada
Entrada
O Centro
Investigação Grupo CITCOM Grupo LOCUS Grupo MORPHE Grupo THELEME Projectos Concluídos
Investigadores
Actividades
Formação
Publicações
Biblioteca
Redes Internacionais
Recursos Electrónicos
Call for Papers
Boletim
Ligações úteis
Contactos

English VersionCEC no FacebookCEC no YouTube
Entrada seta Investigação seta Grupo LOCUS seta ORIENTALISMO PORTUGUÊS

ORIENTALISMO PORTUGUÊS

PORTUGUESE ORIENTALISM
Coordenação: Everton V. Machado

 

Resumo: 

Portugal tem uma longa tradição de relatos de viagens que remonta ao período dos Descobrimentos. Nos séculos XVI e XVII, foram relatos portugueses que divulgaram na Europa as primeiras imagens renascentistas da China e do Japão, apresentados como lugares de perfeição que invertiam os desmandos europeus. Desde então, a representação do chamado Extremo Oriente tem sido um tópico recorrente não apenas nos relatos de viagens, mas também na pintura, na música e em outras artes. Depois desses primeiros contactos marcados por um deslumbramento perante a ordem e a riqueza desses países longínquos, com especial destaque para a China e o Japão, assiste-se, a partir do final do século XVIII, a um “Renascimento Oriental”, que se intensifica ao longo do século XIX e no início do século XX, acompanhando a expansão dos impérios europeus na Ásia. Esta relação imperial moldou o Orientalismo enquanto parte da civilização e da cultura material europeia. Edward Said, na sua obra seminal Orientalism (1978), analisa a experiência artística dos impérios britânico, francês e norte-americano e expõe um conjunto de categorias operativas que podem ser extensíveis ao caso português.

O ciclo colonial português foi formalmente encerrado em 1999 com a transferência da administração de Macau para a República Popular da China. O fim desse ciclo torna agora possível estudar o Orientalismo Português de uma perspectiva pós-colonial. Macau representa um importante tópico nesta pesquisa, tendo em conta a sua relevância geográfica como interface entre mundos (China, Japão, Índia e Europa), mas também em virtude do significado simbólico de “Macau” enquanto porta/porto, conforme tem vindo a ser explorado em diferentes eventos artísticos. Tendo em consideração esta nova abordagem ao Orientalismo Português, este projecto trata os seguintes tópicos:

  • Orientalismo como estética europeia (séculos XIX e XX) 
  • Orientalismo e império
  • Estudos Inter-Artes: imagens do Extremo Oriente
  • Travel Writing
  • Writing Macau
  • Literatura de língua portuguesa da Índia
  • O Oriente e o Ocidente na imprensa do ultramar
  • A Ásia portuguesa nas artes visuais

Membros:

Colaboradores

  • Michela Graziani (Università degli Studi di Firenze, Itália)
  • Gustavo Infante (Bristol University, UK)
  • Rui Lopo (Centro de Filosofia – FLUL)
  • Pedro Pereira (The Ohio State University, EUA)
  • Rogério Miguel Puga (FCSH – UNL)
  • Matteo Rei (Università degli Studi di Torino, Itália)
  • Filipa Lowndes Vicente (Instituto de Ciências Sociais)

Consultores:

  • David Brookshaw (Bristol University, UK)
  • Paulo Franchetti (Universidade Estadual de Campinas, Brasil)
  • Isabel Pires de Lima (Universidade do Porto)

No âmbito desta equipa de investigação desenvolve-se actualmente o projecto de I&D - FCT Textos e Contextos do Orientalismo Português – Congressos Internacionais de Orientalistas (1873-1973) e desenvolveu-se  o projecto Relance da Alma Japoneza - Edição Genética e Crítica (Programa Gulbenkian de Língua e Cultura Portuguesas)

 

Projecto Textos e Contextos do Orientalismo Português – Congressos Internacionais de Orientalistas (1873-1973).

Referência: PTDC/CPC-CMP/0398/2014

Palavras-chave:
Orientalismo Português, Comparatismo, Congressos Orientalistas, Interdisciplinaridade

Data de início do projecto: 01.07.2016

Duração do projecto em meses: 30

Resumo:

Realizaram-se 29 encontros (1873-1973) em 24 cidades europeias e 5 extraeuropeias, reunindo investigadores de vários continentes, debatendo os estudos orientais praticados na Europa e nos EUA. A fragmentação temática que os programas foram evidenciando reflete a evolução do conceito de Oriente. A escassa literatura crítica sobre os CIO e a participação portuguesa mostra que tal questão tem sido periférica. Propomo-nos, como linha de investigação inovadora, transferir da periferia para o centro esta questão. A importação e produção de saber, que sustentou o OP, estão por analisar. Visamos preencher a lacuna relativa à sua compreensão e história, pois como Gerson da Cunha observa Portugal teve um papel fulcral na genealogia dos estudos orientais. Analisar-se-ão nos textos apresentados por ORIPOR nos CIO influências culturais que marcaram o OP. Casuisticamente têm-se traçado perfis individuais, mas a repercussão das redes culturais e intelectuais que os ORIPOR estabeleceram está por determinar. Tal deve ser feito através da definição e comparação de perfis biobibliográficos, bem como da análise dos textos apresentados nos CIO. Importa clarificar a implicação institucional e como ela influiu na produção textual, moldando o quadro teórico/estético/ideológico do OP. Assim, os objetivos a atingir são compulsar e analisar os textos destes ORIPOR, precisando as redes culturais que integraram e onde se moveram, a influência destas nos seus percursos e como intervieram na sociedade a partir duma historicidade tripartida: 1. Até ao início da I Guerra Mundial (agonia do séc.XIX); 2 . Da I Guerra ao fim da II Guerra Mundial; 3. Pós-Guerra, independências, guerras coloniais. Com base nestas etapas, cartografar-se-á um ethos orientalista através da definição histórico-concetual de Império/História/Memória e reconstituir-se-ão álbuns orientalistas, definindo o conceito de Álbum e sua articulação com os de Memória, Representação e Exotismo. Tomando esses álbuns como exemplos de Tradução Cultural do Oriente, e esta como paradigma do contacto intercultural, identificar-se-ão teias imagéticas e léxico-semânticas, situando-as no contexto discursivo dos CIO, e descodificar-se-ão redes metafórica/metonímica/simbólica e binarismos retórico-estilísticos do discurso do OP. Este projeto contribuirá para a reconfiguração do conhecimento da intelligentsia orientalista de matriz europeia (1873-1973). As categorias operativas do Orientalism de SAID (1978) devem ser extensíveis a Portugal, por ter iniciado as conquistas imperiais europeias na Ásia, negligenciadas no estudo das representações do Oriente. Segue-se uma abordagem interdisciplinar, onde a vertente pós-estruturalista de DERRIDA e FOUCAULT marcará as análises textuais do corpus compulsado. Na senda dos aprofundamentos teóricos pós-coloniais de BHABHA e SPIVAK, trabalhar-se-ão as identidades culturais, comparando-as e delimitando zonas de contacto, entendidas como espaços de tradução cultural e discursos metaculturais. Nesse sentido, o grupo obedece a uma lógica interdisciplinar, patente na prática investigativa já desenvolvida. É epistemologicamente coerente e os perfis dos investigadores atravessam os Estudos Literários, Estudos Comparatistas, Estudos de Tradução, História, Antropologia, Filosofia. Os Estudos Literários – na vertente culturalista de que o Comparatismo praticado pelo CEC tem sido pioneiro – são o lugar certo para dinamizar este projeto. O trabalho científico sobre o OP (séc. XIX-XX) está a começar e este grupo é um dos seus principais agentes. São 4 as tarefas para alcançar os objetivos propostos: 1.recolha dos textos e imagens produzidos pelos ORIPOR nos CIO, em Portugal e noutros arquivos europeus; 2.reconfiguração do database sobre OP para acolher os resultados da investigação desenvolvida; 3.análise do corpus recolhido para identificar descritores concetuais, ideológicos, culturais, reconstituindo os perfis biobibliográficos dos ORIPOR e desenhando uma tipologia de modelos de escrita orientalista 4.mapeamento das redes culturais e intelectuais em que os participantes nos CIO, sobretudo os ORIPOR, se movimentaram, delineando-se teias interpessoais, influências nas várias sociedades europeias e extraeuropeias.

Equipa de investigação:

  • Marta Pacheco Pinto (Inv. Responsável)
  • Catarina Nunes de Almeida
  • Ana Paula Avelar
  • Ana Paula Martins Laborinho
  • Bruno Béu de Carvalho
  • Duarte Braga
  • Everton V. Machado







| Imprimir | Adicionar aos Favoritos |

Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
conteúdos: © 2006 - 2017, Centro de Estudos Comparatistas
textos assinados: © autor respectivo