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Entrada seta Investigação seta Grupo THELEME seta FALSO MOVIMENTO - ESTUDOS SOBRE ESCRITA E CINEMA

FALSO MOVIMENTO - ESTUDOS SOBRE ESCRITA E CINEMA

FALSE MOVEMENT
Coordenação: Clara Rowland

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"Falso Movimento – Estudos sobre escrita e cinema" é um projecto integrado no grupo de investigação THELEME e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC/CLE-LLI/120211/2010).

Data de início: 1 de Fevereiro de 2012

Falsche Bewegung (à letra, “Falso Movimento”) é uma longa-metragem de Wim Wenders de 1975 que adapta Wilhelm Meister de Goethe e retrata a viagem de um escritor. Este projecto de pesquisa propõe-se estudar as relações entre escrita e cinema, e é possível descrever tanto a ilusão de movimento do cinema como o jogo de sentido da escrita numa página imóvel recorrendo ao título de Wenders. Pretendemos alargar um campo de investigação em estudos comparatistas que até agora se tem concentrado quase exclusivamente na análise de adaptações cinematográficas de obras literárias. Com efeito, no comparatismo português, os estudos fílmicos ocupam ainda um lugar à margem, frequentemente numa posição subsidiária relativamente aos estudos literários, e são insuficientemente sustentados do ponto de vista teórico. É possível afirmar que mesmo considerando o contexto internacional, os estudos de adaptação absorvem a maioria dos recursos, ocupam um lugar demasiado dominante nos curricula e nas bibliografias e funcionam como uma senha profundamente limitativa para designar as relações entre cinema e literatura (o título de Wenders também pode ser traduzido por “Movimento em Falso”). Parece portanto urgente criar um projecto de estudos fílmicos que possa integrar a perspectiva interartística fomentada pelo Centro de Estudos Comparatistas e ao mesmo tempo clarificar o lugar do cinema nos curricula de Humanidades, usando com maior eficácia o capital teórico de que dispõem o CEC e a Faculdade de Letras.
O que se propõe é um gesto fundamental em qualquer abordagem do cinema que faça uso da linguagem verbal: pensar a relação intersemiótica entre dois meios heterogéneos onde a descrição de um pelo outro (tradução, paráfrase) é um momento inescapável. Por mais que se fale do filme como um texto e da sua análise como uma leitura, esta heterogeneidade de base entre o objecto e o discurso sobre ele não pode deixar de ser pensada. Tanto mais que o cinema é em parte contra a escrita que se definiu na origem. O mito modernista do cinema procurou destilar-lhe a essência e construí-lo por oposição às outras artes, em particular à narratividade de origem literária. No entanto, é um dado empírico facilmente verificável que a escrita rodeia o objecto fílmico: quer enquanto momento prévio (o argumento nas suas várias fases), quer subsequente (a crítica, a promoção, o ensaio, por vezes a novelização), sem falar dos sinais gráficos (genéricos, intertítulos, legendas) que se inscrevem na película quase desde a invenção do cinematógrafo.
Ao considerar as relações entre cinema e escrita, em vez de cinema e literatura, poder-se-á evitar a dicotomia (muitas vezes hierarquizante) entre os dois campos que o estudo das adaptações cinematográficas tende a desenhar. Contribuir-se-á assim para deslocar o debate para o questionamento dos meios de representação, a sua materialidade e reflexividade, numa rede conceptual mais vasta onde vários cruzamentos são possíveis. Este alargamento de perspectiva permite uma abordagem teórica mais rigorosa que, parece-nos, terá especial relevância para a comunidade internacional dedicada aos estudos fílmicos. Tentaremos estabelecer relações dentro e entre cada uma das seguintes linhas de investigação: a escrita no cinema (enquanto tema e enquanto inscrição); a escrita de cinema (estudo da crítica e do argumento, bem como do problema de base da descrição); o cinema enquanto escrita (o cinema como extensão da escrita; a linguagem e a escrita como analogias para a maneira como os filmes significam). Para este efeito, levaremos a cabo de forma rigorosa e ambiciosa uma série de actividades diversificadas, algumas regulares, outras pontuais: um seminário mensal, ciclos de cinema e colóquios, um site, um workshop, várias publicações.
A pluralidade de tarefas a que nos propomos procurará: a) produzir resultados de grande relevância científica através do estudo aprofundado das nossas linhas de pesquisa, bem como da sua intersecção; b) participar no debate internacional nesta área, através da presença em colóquios internacionais e recorrendo às experiências diversificadas dos nossos consultores, dos convidados para o seminários e de colaboradores pontuais; a) criar um espaço de reflexão teórica sobre o cinema dentro da universidade, permitindo a integração da pesquisa científica de docentes, investigadores e estudantes dos três ciclos numa plataforma comum; b) fazer uso dos conhecimentos que, fora da academia, o cinema sempre fomentou, recorrendo nomeadamente ao saber-fazer de instituições como a Cinemateca Portuguesa e de críticos e programadores experimentados; c) cruzar a divulgação científica dos resultados produzidos com uma intervenção em espaços de debate público mais vastos.

Equipa:

Consultores:

  • Adrian Martin
  • Marc Cerisuelo
  • Rosa Maria Martelo
  • Tom Conley
  • Cristina Álvarez López





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