Entrada
Entrada
O Centro
Investigação
Investigadores
Actividades
Formação
Publicações Revista Textos e Pretextos Série ACT Livros Revista Dedalus Revista estrema
Biblioteca
Redes Internacionais
Recursos Electrónicos
Call for Papers
Boletim
Ligações úteis
Contactos

English VersionCEC no FacebookCEC no YouTube
Entrada seta Publicações seta Revista Textos e Pretextos seta Eugénio de Andrade

Eugénio de Andrade
ImageTextos e Pretextos Nº 5 (Esgotado)
Edição: CEC
Ano: 2004

Da janela avista-se uma linha verde de ervas, rasteiras e macias, tão macias que podemos imaginar um corpo nu deitado sobre elas, entregando-se, num acto amoroso, à natureza que o gerou e completa. Cresce sobre essa linha uma árvore ainda jovem, com o tronco rasgado em dois braços abertos, erguidos para o céu. Pelas mãos de ambos chega-nos aos ouvidos uma melodia breve, um rumor elemental que nos fere os sentidos e ecoa pelas cavidades interiores do corpo, como um fio de água límpida que corre numa fonte, bem perto dali.
Há ainda uma casa sobre a linha verde de erva macia. É castanha, da cor da terra que não se vê da janela. Nasceu dos trabalhos da mão de ambos os poetas, a árvore e o jovem que há pouco, debaixo dela, se deitava com a erva. Cada uma das pedras que a erguem na paisagem, diante dos nossos olhos, é um som cristalino e puro. É nela que o poeta regista os acordes do solene acto de amor que vive com a natureza. É nela que se concentra o vivo lume ds cíclicos exercícios da sua mão, que colhe os frutos da árvore, e da sua boca, que canta o seu sabor.
Circulam por entre as linhas desta mínima visão, algumas das mais ternas razões que poderemos ter, neste Inverno, para ler a poesia de Eugénio de Andrade. Porque dentro de casa está o fogo, o vivo lume que nos aquece as mãos. Entremos.

José Pedro Ferreira

 

ÍNDICE

TEXTURAS [Ensaios]

  • “Call me Eugénio ou nesses lugares marítimos onde os amigos se encontram”, Rute Beirante
  • “Poética da brevitas na poesia de Eugénio de Andrade”, Federico Bertolazzi
  • “À l’Approche des Eaux, edição bilingue de Véspera da Água: duas línguas...uma única voz”, Célia Caravela
  • “Uma forma de pensar a sexualidade ou outra visão da poesia de Eugénio de Andrade”, Paulo Simões Mendes
  • “»Eu vou com as aves«: plantas, frutos e animais na poesia de Eugénio de Andrade”, Ricardo Paulouro
  • “O Lugar do Sol: Notas à poesia de Eugénio de Andrade”, Margarida Gil dos Reis
  • “Palavras Ditas”, João Callixto

CONTRA-SENHA [Testemunhos]

  • Fernando Pinto do Amaral; António Lobo Antunes; Baptista Bastos; Mário Cláudio; Jorge Listopad; Fernando J. B. Martinho; Fernando Paulouro Neves; Eduardo Pitta; António Ramos Rosa; António Salvado; João Rui de Sousa; Armando Alves; Jorge Pinheiro; Ângelo de Sousa; Vítor Oliveira Jorge; Nuno Júdice

MANUSCRITOS e DACTILOSCRITOS [Poemas e Cartas]

VARIAÇÕES [Entrevistas]

  • Eugénio de Andrade (Arnaldo Saraiva)
  • Alexis Levitin (Ana Raquel Fernandes e Cláudia Coutinho)
  • Yao Jingming (José Pedro Ferreira)

CRONOLOGIA

ATELIER [Antologia poética, imagens e Banda-Desenhada]

TEXTUALIDADES [Bibliografia]

  • Actica (Sara Ramos Pinto)
  • Passiva (José Pedro Ferreira)


 






| Imprimir | Adicionar aos Favoritos |

Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
conteúdos: © 2006 - 2017, Centro de Estudos Comparatistas
textos assinados: © autor respectivo