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Herberto Helder
ImageTextos e Pretextos Nº1
Ano: 2002
Edição: Lisboa

A não ser que se aceite como certo o fatalismo que parece caracterizar uma alma qualquer nacional, não haverá uma razão que nos leve a ler este ou aquele texto. No entanto, é certo que só conseguimos tirar algum sentido de nós mesmos, se captarmos algumas das letras que chovem à nossa volta    chuva que se aglomera em signos, signos que crescem em textos e textos que rapidamente são interiorizados e se transformam em pretextos nossos. Ler, ser e viver parecem dispostos em círculo e talvez não façamos outra coisa que não seja dar passos em volta.

Como uma espécie de chuva que cai e se entranha logo no espírito, Herberto Helder (que é outro nome para um poema contínuo que se escreve ainda hoje) é o pretexto presente. Trata-se de um poeta que vive nos seus versos, que escreve do mundo interior, das suas paisagens e desarrumações. Esta é uma máquina lírica de textos mutantes, porque o que se procura é a construção de uma outra ciência, a última possível, no espaço silencioso de cada palavra. Desafiar o que é considerado estável será o objectivo de quem arranca a música “da carnagem das gramáticas” reconhecendo “o rítmico pavor do nome”.

Naturalmente, outras reflexões se seguirão nos próximos números sobre a palavra poética contemporânea. Dispensando conclusões, este pórtico permanecerá suspenso no aberto até ao próximo pretexto.

ÍNDICE

TEXTURAS

  • “Nexos Intertextuais entre O Amor em Visita, de Herberto Helder e O Cântico dos Cânticos”, Ana Luísa Alves
  • “O POEMA COMO ACTO ACTUANTE. Aproximação a uma poética da reconstrução em Herberto Helder”, Clara Riso
  • “O Efeito-Autor em volta de um capítulo de Herberto Helder”, Manuel de Freitas
  • “UM MUNDO SÓ-LIDO? Visões do real na poesia de Herberto Helder e Sophia de Mello Breyner Andresen”, Margarida Gil dos Reis
  • “Um percurso surrealista em Herberto Helder?”, Marisa João Salvador

TESTEMUNHOS

TEXTUALIDADES

Bibliografia

Cronologia

Callixto

ENTREVISTA

DEAMBULAÇÕES

ILUSTRAÇÕES






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