Entrada
Entrada
O Centro
Investigação
Investigadores
Bases de Dados
Publicações Revista Textos e Pretextos ACT Volumes Edições Digitais e On-line
CEC-Biblioteca
PEC-Biblioteca
Formação
Actividades
Avaliação
Internacionalização
Ligações úteis
Contactos
Pesquisar
Calendário
CEPAC - Comissão Científica

Versão PortuguesaEnglish Version
Entrada seta Publicações seta Revista Textos e Pretextos seta O Silêncio

O Silêncio
ImageTextos e Pretextos Nº4
Ano
: 2004
Edição: Lisboa

Depois de ter sido repudiada por Narciso, Eco retirou-se para o mundo sombrio de cavernas e vales frios, onde escondeu os vestígios do seu corpo de ninfa. Sem corpo, apenas a sua voz subsistiu. Muitos consideraram que Eco agiu desta forma por desgosto amoroso. E talvez tenha sido assim a princípio. Mas no escuro, Eco, incorpórea e imortal, cedo começou a tecer os fios da sua vingança contra os mortais que, como Narciso, não entenderiam nunca a sua linguagem fragmentada. Esperou o tempo necessário e aos poucos (para não denunciar a sua empresa) começou a sair dos seus locais de exílio. Por sua influência, foram inventadas máquinas que transportam e produzem sons. Por seu capricho, também as imagens (primeiro congeladas, depois com movimento) entraram no seu domínio. Hoje, imagens e sons reproduzem-se num ritmo estonteante, numa espiral de ruído, que nos atordoa, mas da qual não conseguimos fugir. A nossa visão do mundo está estilhaçada em muitos pedaços, alguns escondidos e quase perdidos, outros muito visíveis e reproduzidos à saciedade. Eco domina as nossas vidas e, presidindo o Olimpo dos tempos modernos, daí executa calmamente a sua vingança.
 No entanto, existe uma maneira de anular o ruído dominante e voltar a construir um sentido para as coisas: respondendo a Eco com o silêncio.

João Ribeirete

TEXTURAS

  • “Silêncio: impossibilidade e urgências poéticas em Luíza Neto Jorge”, Ana Luísa Alve
  • “Ouvir o silêncio”, Maria João Mayer Branco
  • “Quando o silêncio se faz corpo: o inconfessável desejo da escrita medieval”, Carlos F. Clamote Carreto
  • “Story of a Prague silence: when realism becomes taciturn”, Matteo Colombi
  • “Mo(vi)mentos de silêncio: de Penélope a Mallarmé”, Ana Sofia da Siva Couto
  • “Loquacidade do silêncio”, Tito Cardoso e Cunha

CONTRA-SENHA (Testemunhos)

  • Fernando Campos;
  • Maria Teresa Dias Furtado;
  • Jorge Matnas;
  • Margarida Braga Neves

CONTRA-SENHA (Reportagens)

  • A religião: do vazio à fecundidade, Cláuda Coutinho e Sara Ramos Pinto
  • A arquitectura: Manuel Graça Dias: (entre)vistas e silêncios, Ana Raquel Fernandes, Ricardo Faria e Susana Carneiro
  • “A pintura: O silêncio na pintura: reflexões em torno de alguns quadros de Vermeer, Friedrich e David”; Margarida Calado
  • “A dança: O silêncio do corpo: entre imobilidade e movimento”, Orlanda Azevedo
  • Maria Velho da Costa (inédito)
  • António Ramos Rosa (inédito)
  • Manuel da Silva Ramos (inédito)

Variações (entrevistas)

  • António Ramos Rosa
  • Urbano Tavares Rodrigues
  • Jorge Silva Melo
  • Graça Morais
  • José Manuel Rodrigues
  • Né Barros

Antologia (Poesia, Imagens e Banda-Desenhada)

Textualidades (Bibligrafia Temática)







| Imprimir | Adicionar aos Favoritos |

Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
conteúdos: © 2006, Centro de Estudos Comparatistas
textos assinados: © autor respectivo