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Um Império de Papel
ImageAutor: Leonor Pires Martins
Edição: Edições 70
Ano: 2012
Um Império de Papel. Imagens do Colonialismo Português na Imprensa Periódica Ilustrada (1875-1940)
Posfácio de Manuela Ribeiro Sanches

Este livro, sendo profusamente ilustrado, tem um risco. Ao disponibilizar num único volume uma grande quantidade de imagens sobre o império português, pode produzir um efeito semelhante àquele que exerceram as exposições coloniais no país através de um discurso visual que juntava aquilo que estava separado: dar realidade a uma ficção. Ou, neste caso, a produzir novas ficções – e, em particular, a de que a abundância de iconografia aqui reproduzida representa um interesse geral de documentação visual do império na sociedade portuguesa da época.
É verdade que no período de que aqui se trata foi criada, na imprensa, uma iconografia sobre o império suficiente para se produzir um livro. No entanto, vale a pena registar que o império – e toda a informação que circulava sobre ele – não inspirou cinema ou literatura relevantes. Do mesmo modo, se quiséssemos organizar uma exposição de arte com motivos coloniais também não encontraríamos materiais nobres suficientemente relevantes para se produzir esse evento. De resto, os próprios propagandistas e ideólogos do império comentavam com críticas e queixumes o evidente desinteresse dos artistas e escritores pelas questões do império. Poder-se-á dizer que o império de papel aqui referido foi-o sobretudo de papel de jornal e revista. Não chegou a ser sequer um império, de capa dura ou emoldurado – e muito menos de película.


 





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